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Tributo a Jacob do Bandolim no Clube Jundiaiense

Por que um tributo a Jacob do Bandolim (1918/1969)? “Jacob foi a escola do bandolim brasileiro e um dos melhores compositores de choro. Todos os bandolinistas do Brasil “cursaram” esta escola chamada Jacob do Bandolim”, responde Aleh Ferreira, bandolinista da nova geração que, ao lado do seu grupo (Zé Barbeiro, violão de 7 cordas; Joãozinho, cavaquinho, e Tigrão, pandeiro), homenageia o mestre no Festival de Inverno de Jundiaí.

Tem mais: o show contará com a participação de Roberto Sion, um dos mais reverenciados músicos do país: saxofonista, flautista e clarinetista como poucos, além de grande arranjador e compositor.

O show traz um repertório recheado por clássicos de Jacob, como “Noites Cariocas”, “Assanhado”, “Doce de Coco”, entre outros. Como diz Sion: “Desde adolescente ouvi de vários músicos que o choro é uma das melhores maneiras de se ter prazer em tocar e adquirir, simultaneamente, uma técnica refinada”.

Aleh FerreiraAleh Ferreira irá tocar no instrumento que pertenceu a Jacob e lhe foi dado de presente pela filha do compositor.

A carreira musical de Aleh Ferreira vem desde a meninice. Aos seis anos começou a dedilhar o violão, aos nove aprendeu cavaquinho, passando para o bandolim aos 11.

Aos 13 anos já era profissional e dividia o palco com Altamiro Carrilho, Nelson Cavaquinho, Noite Ilustrada, Ataulfo Alves Jr., Moreira da Silva, Zé Keti, Demônios da Garoa, Emilinha Borba, entre outros grandes nomes da música brasileira.

Em 1993 grava seu primeiro CD com obras suas e de autores diversos, dando início a uma série de catálogos dentre os quais o álbum Aleh Ferreira Ao Vivo, gravado no projeto instrumental SESC Paulista. Em 2001 fundou o Trio Quintessência, que o levou aos Estados Unidos e à Rússia para uma série de apresentações.

Como compositor, chamou a atenção da direção da Orquestra Sinfônica de Moscou, o que lhe rendeu duas antológicas interpretações desta mesma orquestra, de seus concertos para flauta e para clarinete, registradas em CD.

Em 2007, a convite do maestro Cláudio Cruz, tocou ao lado da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto e do cantor Toquinho.


Sion no choro

Roberto Sion“Nunca me dediquei integralmente a este estilo, mas me sinto muito à vontade em tocá-lo, pois quando jovem, na década de 1960, convivi com o famoso regional do violonista Rago nas rodas de choro da Rádio Clube de Santos, onde gente como Mauricio e Maurici Moura estavam sempre presente”, recorda Roberto Sion.

“Embora toda minha carreira tenha sido orientada para música erudita, o jazz e o instrumental brasileiro”, prossegue, “nunca me esqueci destas raízes e, em muitos momentos de meus estudos, me pego praticando as composições de Pixinguinha e outros importantes compositores do gênero”.

Para o CD de Jane Duboc, Roberto Sion desenvolveu um interessante arranjo para “Doce de Coco” e “Assanhado”. Recentemente orquestrou um virtuosístico arranjo de “Noites Cariocas” para o duo de violões Douglas Lora e João Luiz, acompanhado pela Orquestra Jovem Tom Jobim, da qual é regente titular.

“Um dos discos mais importantes de nossa MPB se deu no encontro entre Zimbo Trio, Elizete Cardoso e Jacob”, destaca Sion. “Sempre respeitei muito este trabalho. Toda a virtuosidade e influência que teve na música instrumental, Jacob obteve através de uma prática diária, amorosa, séria, de seu instrumento. O que podemos notar nas suas impecáveis interpretações, onde a alma do choro se junta a uma sonoridade clara, precisa e totalmente consciente do estilo a seguir.”


Não perca, dia 25 de Julho, Domingo, às 20h30min na Sede Central do Clube Jundiaiense, em Jundiaí no Centro de Jundiaí.


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